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Eis uma frase que eu passo horas pra poder falar. Satanás deve passar uns trinta minutos para poder pronunciar o Nome “Jesus”. Isso deve fazer alguma coisa nele derreter, ou algo do tipo, deve causar dor, deve causar algum cataclisma no inferno. Creio que ele deve evitar esse nome, assim como outras tantas palavras. Nós também temos palavras que não dizemos, que preferimos ocultar, substituir. Não estou falando de palavrões, ou coisas ilícitas de serem ditas, até locuções bobas, são poupadas por nossas estruturas morais, e caem no “esquecimento etimológico” nosso.

O nome “Guglielmucci” causou outros tipos de reações por aqui, no nosso mundo bloguístico. Ler sobre o assunto me deixou estarrecido. Como toda essa história de royalties, CD’s da Hillsong, conferências chorosas e clamores “rooow” sobre curas pode ser mentira? Bem, se você não está entendendo, recomendo que pare por aqui e clique neste link: Aqui tem um resumo da história do Mike Guglielmucci, que inventou um câncer terminal para esconder uma outra doença…Peço a você que pare mesmo para ler, se não souber da história.

Mas aí você me pergunta “Jeff, o que te doeu? O cara tá tão longe… Se seus anseios são a integridade total da Igreja Santa de Cristo, perdoa o cara, véi”. Tá, eu também concordo com você, mas meu peito segue apertado. Não por ele, não pelos que foram enganados, não pela Igreja dele que deve estar se sentindo muito frustrada, mas por mim, por mim mesmo.

Uma palavra que faz alguma coisa dentro de mim derreter, na verdade, uma frase, é “eu não sei”. Eu odeio dizer que não sei alguma coisa e aproveito para confessar essa falha a você, até para que você não pense que meu mundo é um desenho animado. Esse é um erro que eu considero bem grave, e acaba acompanhado de algo ainda maior. Ao ler sobre a história do pastor Mike, fiquei com uma cara de “eu não sei”. Me perguntaram: “o que você acha da história?” a resposta foi uma cara de “eu não sei”. Só cara, porque não me atrevi a falar.

Eu tenho uma séria dificuldade em perdoar o erro quando ele vem “de cima”. Você consegue me entender? Se você está me lendo e é só meu amigo, e não possui nenhuma autoridade sobre mim, de modo que eu te deva obediência ou algo do tipo, com certeza eu vou te perdoar muito fácil. Mas, se você é colocado como líder sobre mim, sem dúvidas, eu exigirei que você se comporte com maestria, e vou ficar bem ferido com suas falhas, independente se você ficar sabendo disso, ou não.

Cresci com essa idéia: “líderes são líderes. Se alguém ocupa um posto alto, é porque já ralou e já aprendeu o suficiente para estar lá, logo, deve corresponder como tal.” Estou equivocado, EU SEI! Mas o problema é que não consigo mudar, não sozinho. Eu não sei qual é o seu conceito de santidade, mas o meu é que a santidade é um estado de absorção total das características morais de Deus. Estou em falta com a minha própria santidade por pensar assim, e sei que é uma coisa que preciso corrigir, mas por enquanto, continuo achando tudo bem complicado.

A graça é um fenômeno que não pára. Ela me alcança e através de mim alcança os outros, mesmo que esses outros sejam superiores a mim. É isso o que tenho tentado aprender, como se o meu interior gritasse: “Jesus, me encontre, venha me salvar!” Jesus, a personificação da própria graça, é quem pode salvar pessoas doentes como eu. Isso me deixa uma pontinha de felicidade, porque é nessas horas que eu sei que Ele veio pra mim, não para os super-crentes.

A única imagem que me vem à mente, enquanto eu choro, é o meu querido pastor me segurando pelo braço com os olhos marejados e dizendo: “Jeff, e se eu pecar feio? E se eu decepcionar você?”

Agora, a resposta que eu posso dar é a mesma que dei a ele:
“Eu não sei.”

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