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Lembrei me de um amigo meu, conversando comigo numa das “baladas gospel” em que eu costumava me meter. Ele era meu amigo de infância, me viu crescer e assistiu a muitos micos gigantescos, coisas que eu jamais publicaria no meu blog, mesmo se tivesse um na época. Ouvi uma frase muito boa dele, naquela circunstância: “você sabe se sair muito bem de situações difíceis… Isso é seu, vem de dentro de você!” Meus olhos ficam enormes quando querem, e naquela hora, eu os arregalei, por mais que ele não tivesse prestado atenção nisso, devido à escuridão da “buatchy”.

Hoje, quando escuto sobre superação, vejo que é graça de poucos a proeza. Fiquei feliz, hoje, em saber que meu amigo, que mesmo me vendo errar e acertar milhares de vezes [mais o primeiro do que o segundo, pra ser sincero], me colocou entre as pessoas que ele considera que conseguem superar situações, sair de problemas, de situações complicadas.

Para quem se chama Jacó, Thiago ou James, a notícia não é tão ruim. A tradução “literal” desse nome é “aquele que supera“, que passa por cima. Passar por cima me lembra “Walk On” com a voz rasgada do Bono cantando pra mim: “staaay safe tonight” [essa letra é bem especial, se você não tiver reservas, dê uma olhada e seja tocado. Hehe]. Também me lembra meus dias de escola, minhas camisetas apertadas, os xingamentos pelos corredores, os milhões de trabalhos em grupo que fiz sozinho, as horas do dia que eu disperdiçava vomitando o que comia na refeição anterior. É nessas horas que eu me lembro que superação, de fato, é uma super ação.

A linha fênix não me lembra apenas os Cavaleiros do Zodíaco, mas também outras pessoas, não menos queridas quanto as criações do Massami Kurumada. Só para listar alguns, eu lembro do Hebert Vianna. Não faz muito tempo que houve o acidente e o lançamento do CD que tinha “cuide bem do seu amor” na lista, e hoje eu o vejo cantando sorridente ao lado de chimbinha-nha-nha e Joel-ma-ma-ma [com eco] pelos comerciais nas MTV’s da vida.

Lembro também da Aline Barros em meados de 2003, quando foi condenada pelos médicos a não cantar mais. O perigoso calo-quase-câncer nas cordas vocais fez com que a tessitura vocal da moça caísse um pouco… Agradando um público maior! Hoje ela segue fazendo versões do Hillsong que chamam tanta atenção a ponto do próprio ministério convidá-la para abrir sua turnê brasileira. Alguém falou em Ana Paula?

Lembro da Maurren Maggi, que depois de perder zilhões de medalhas e ser humilhada com o dopping, não deu o braço a torcer, voltou a treinar e faturou o ouro olímpico na última olimpíada, entrando para a história como a primeira campeã olímpica do atletismo brasileiro.

Como não citar aqui nossa amiga Britney Spears! Depois de anos de escândalos, engorda, micos, “calcinha-less” e perda dos filhos, a moça volta com o “dreambody” de sempre numa música sensacional abalando as vendas e os acessos no Youtube. Eu não sei qual o estado REAL das coisas, mas na linguagem do mundo pop, tá detonando.

Isso me lembra o próprio Jacó, que começou como um daqueles moços sem futuro dos quais sua mãe costuma reclamar ou analisar a vida, e acabou como um velho cheio de filhos e de barriga cheia em Nova Iorque. Tá, eu sei que Jacó não morava nos states, e sim no Egito, mas no mundo dele, Jacó morreu feliz em NY [ou Hong Kong, como queiram].

Desertos são necessários. Lendo o Deuteronômio de novo, vejo que Israel não dá apenas um show de rebeldia nos 40 anos de deserto. Dá um show de superação. Tanto Yahweh quanto o povo mostram o quanto são fortes e não desistem um do outro, mesmo com o número de pepinos para descascar na jogada. Todos chegam ao fim e no capítulo 32 Moisés vomita a Parashá.

Hoje, a Igreja se encontra no deserto de sua vida, rumo à terra prometida por seu criador, Jesus Cristo, a cada um de seus membros. A vida inteira é uma super-ação, onde é necessária sempre a habilidade da fênix de dar “a volta por cima” todos os dias. No deserto se vai sozinho, e eu posso falar bem disso [glória a Deus pelas pessoas que vão ao deserto acompanhadas de amigos, bombons e cartinhas fofas. Comigo o sistema foi mais bruto, o que me leva a pensar que não sou uma pessoa tão boa assim (risada maquiavélica)], mas sempre é possível sair, pular fora, pisar o jordão e passar.

Todo período complicado tem um final, é uma escolha nossa permanecer afundados na tristeza, ou não. O convite de hoje é: PROSSIGA!

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