Já é madrugada. Ontem foi mais um dia meio “tapado” pela chuva aqui em Maceió… O que cancelou boa parte das coisas que aconteceriam fora de casa, e consequentemente atraiu o dia para o quarto, a janela embaçada e alguma coisa na Internet. Na primeira saída de casa, ocorreu algo como uma crise, acho que realmente passei mal e comecei a suar, em meio a muitos espirros. O atordoamento foi tanto que desci do ônibus no meio do caminho e percorri uns dois quilômetros a pé. Mas já está tudo bem.

Antes de vir pra cá, estive conversando com algumas horas com o meu pastor. É legal quando você não aluga o pastor para ouvir você, mas simplesmente para para ouví-lo… Sonhar com ele, planejar com ele e saber a opinião dele sobre as coisas, e no meio disso você acaba dizendo como se sente. Gosto dessa versatilidade dele em apanhar coisas no meio das conversas e converter em laudo. Acaba que aqueles papos constrangedores de confissão ficam pra quando a coisa fica realmente preta. Isso poupa muito tempo e muito embaraço, e as coisas acontecem assim, naturais.

Enquanto conversávamos, um sorriso não saía do meu rosto. Eu não sei se ele notou isso, mas eu já estava pensando exatamente no que eu iria escrever aqui. Uma constatação não muito confortável me deixou, como eu gosto de dizer, entendendo “tantas, tantas coisas”.

Você já parou para pensar como o amor chega a você? As pessoas amam cada um a seu modo e você não pode obrigá-las a amar da sua maneira. Isso é complicado demais! Porque suas carências e necessidades estão focadas no seu modo de amar. Ter que se sentir satisfeito com o amor que não chega “do seu tamanho”, é como ganhar um sapato 41 (eu calço 44), calçar, sorrir e dizer que ficou lindo!

Mas, estranhamente, agora me vejo encolhendo os meus dedos para que o meu pé gigante caiba no sapato apertado. É aceitar a provisão de Deus. Eu não acredito que todos os que estavam no acampamento dos Israelitas gostavam de pão com bolo de mel, mas todos comeram maná, ou morreriam de fome. Tem a ver com a necessidade e com a gratidão também, demonstrando essa gratidão comendo a comida que chega à minha mesa, ainda que não seja meu prato preferido.

E assim tenho aprendido a conviver e receber o amor que tenho recebido. Não é do meu tamanho, não é do jeito que eu gosto, mas preciso mostrar-me grato ao recebê-lo com um sorriso e toda a boa vontade do mundo. Assim como o maná, o “amor que cai do céu” é importante para nossa nutrição enquanto passamos pelo deserto. Pode não ser gostoso, mas vale a pena comer.

Meu convite pra você hoje é RECEBA. Receba o amor daqueles que estão ofertando isso a você, aí, ao seu redor. Nem todos vão te amar como você gostaria, mas esse amor, ainda que com menos sal, ou com um tempero diferente, pode ser bem importante para a sua sobrevivência. Vou deitar agora e refletir mais sobre isso… Espero que você faça o mesmo.

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