Archive for agosto, 2009


Pra gente retomar bem a série sobre gravidez e filhos, nada melhor do que essa canção que virou um “hino das grávidas”. “Não é Tarde” é uma música que a Pra Fernanda Brum gravou num de seus melhores CD’s, o “Cura-me”, de 2008.  Também é um dueto com uma pessoinha que alguns amigos meus sentem falta aqui no “Now Playing”: a Pastora Ana Paula Valadão. Ela, que se identificou muito com Ana (até por se chamar assim) por toda a sua vida, está vendo mais um “filho” seu nascer. Para saber mais sobre isso, visitem o blog dela aqui no wordpress (aparece ali na lista do “clique aí”).

Essa é uma música que me inspira muito e me ajuda a declarar que “meu coração não quer parar”, mesmo nas horas mais adversas. Lembrando que aqui ela aparece sem edição, overdubs ou pós-produção… Erros de letra, semitonadinhas e toda a naturalidade que o “ao vivo no culto do domingo” pede. Vale a pena conferir!

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Fiquei devendo aqui falar sobre São Paulo, sobre tudo o que aconteceu lá, naqueles dias tão especiais. Sempre que passa um Congresso, ficam as lições que ele trouxe. Esta edição do Congresso Regional Sul foi bem diferente da anterior, apesar de estarmos na mesma INSEJEC com as mesmas pessoas. Tive boas experiências com Deus, e acredito que dei o melhor de mim, antes e durante o evento. Pude ministrar vídeos com técnicas nunca antes utilizadas por mim e cantar músicas que eu realmente gostaria muito de ministrar, ao lado de pessoas com quem gostaria muito de dividir a plataforma. Como comentei no post anterior, sua veracidade em fazer algo pode ser confundida com uma série de coisas, e quando voltei, por uma palavra que escutei, acreditei que tanta dedicação não tinha valido muito a pena.

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https://i1.wp.com/www.classicalhebrew.com/images/newsletter/hannah_2008/image1.jpgNão é nada disso que você está pensando” é uma das frases mais famosas que conheço. Você já foi pego dizendo algo desse tipo? Com aquela cara de criança com a mão no pote de biscoitos antes do jantar? Eu já, e sob dois aspectos diferentes: na maioria das vezes em que falei a frase, realmente estava mentindo, me preparando na mente com argumentos para fazer a pessoa acreditar que aquele “flagra” não era real. Porém, em algumas vezes, eu estava certo, não queria enganar ninguém: a pessoa estava realmente enganada.

Já ouvi alguém dizer que o tamanho do desespero de alguém o leva a fazer uma determinada loucura. Meu pastor diz sempre que “o que você recebe de Deus é do tamanho da sua busca”. Isso mesmo, tudo é uma grandeza diretamente proporcional. Com Ana era assim. Cansada das humilhações anuais no templo, ela correu o mais rápido que pôde, até onde poderia alcançar. Creio que deu com a cara na porta do lugar santo, no fim do pátio para mulheres. Ali era o lugar onde ela poderia se aproximar de Deus, era o máximo que ela conseguia… E ela se fez ser ouvida.

A oração de Ana é o grande “carro-chefe” de sua vida. Ela fica como assunto para um outro post. Aqui, quero falar do que pode acontecer quando alguém finalmente toma uma atitude do tamanho de sua dor, ou decide agir com toda a sinceridade de seu coração. Por mais que tais atitudes pareçam louváveis, nem sempre (quase nunca) são compreendidas por quem as observa.

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José Perez Montero é meu artista bíblico preferido. Li sua “Bíblia Ilustrada Para Crianças” quando tinha 12 anos e nunca mais desenhei da mesma forma. Ele foi uma grande influência pra mim e estou muito feliz em utilizar seus desenhos para ilustrar minha série sobre Ana, daqui para a frente.

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Elcana casou-se outra vez por um motivo óbvio: Ana não tinha filhos. Frase infernal que se repetia em sua mente e nas conversas da família: Ana não tem filhos, Ana não tem filhos. Quase um mantra. Ela já não aguentava mais ouvir a mesma coisa, praticamente todos os dias. Quando parecia que as pessoas se importavam com ela e não com o seu ventre, em leves momentos de distração, alguém logo tratava de ressuscitar o assunto: Ana não tem filhos. Cansava. Uma coisa interessante sobre a Bíblia, é que as histórias das pessoas estão resumidas aos fatos mais importantes. Nós esquecemos de “entrar” na vida das pessoas ali retratadas e tentar entendê-las. Quando faço isso com Ana, encontro mais a mim mesmo ali, retratado, do que eu mesmo imagino.

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Guitarras distorcidas, bateria frenética, baixo marcante e uma voz melodiosa que ensaia entre notas trabalhadas e gritos. Lógico que é de tudo isso que eu gosto. Rock bem tocado, com letra significativa e com composição impressionante… Mais que barulho, menos que melancolia ou expressão. Eu gosto muito da INSTRU. Banda maravilhosa que reune todas essas coisas que eu gosto. Meu tronco e minha cabeça desobedecem, mesmo que eu esteja no ônibus, impossível não responder a músicas tão fortes.

E quem me conhece sabe: musicalmente, não troco esses arrepios na espinha por nenhum hit de rádio.

O clipe aí em cima é de “o mundo não acaba aqui”, da INSTRU. Os caras ainda são uma banda independente e eu oro para que continuem assim. Quer mais? Vai lá no MySpace deles!

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Voltar à ativa pode soar diferente para quem esperava esse retorno. Eu até gostaria de falar sobre São Paulo e as últimas coisas que andaram acontecendo comigo, mas não me sinto animado para isso agora. Vai ser complicado escrever esta série aqui no meu blog sem comentar fatos que estão ocorrendo, mas se não for assim, a coisa perde um pouco da pessoalidade. Tenho recomendações expressas para tomar cuidado com a exposição, então fica aqui o que for essencial. Mesmo assim, não vou deixar de compartilhar um momento tão… Digamos, especial da minha vida.

Ricos, pobres, judeus, árabes, hindus, gripados ou não, todos nós enfrentamos (entre tantos “inimigos”) um opositor especial. Eu diria que o opositor em questão não é apenas um e a palavra que os representa não é um substantivo masculino. Sempre se espera algo de alguém, sempre vai se esperar algo de você. As expectativas externas em torno do que você é/pode fazer, são motivo de muita coisa: ou você se revolta e as supre, ou você se revolta e vai além delas. A opção de decepcionar não é descartada aqui, mas é ignorada pela maioria de nós. Valorosos somos, não?

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