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Bem, como alguns devem saber, falta um mês para mais um “Conquistando Cidades”, mais um congresso de jovens lá da Igreja. Vocês também devem saber como eu fico agitado nessas épocas, num turbilhão de idéias, de emoções e também de muito trabalho. Durante esse mês vou compartilhar aqui o máximo do que tenho vivido, até para que eu mesmo guarde todos os fatos que envolveram mais esse desafio. Espero contar com vocês acompanhando e orando por mim também, vou precisar!
Hoje nosso post tem música de novo… É só dar o play a seguir para ouvir a trilha que escolhi pra hoje. Então, vamos lá, os diários aqui no blog estão de volta!

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Aprendi certo dia que quando se volta de uma viagem, apenas se deve tecer em público os melhores comentários. Sem dúvida foi o que fiz quando cheguei da Bahia. Não que eu tenha omitido algo ruim da viagem em si, que foi maravilhosa em todos os aspectos, mas omiti demais sobre como eu me sentia enquanto estava ali, como o meu coração processava tantos momentos. Na semana da volta, teríamos um período de adoração no início do shabbat e lá fui eu, como quem anda anestesiado, esperando apenas chegar ao templo e adorar, sem me importar muito com o que iria acontecer comigo ou ao meu redor.

É interessante como a presença de Deus toma você e, de fato, você é anestesiado. Na sala do Trono eu consigo esquecer de tudo. Por alguns minutos, enquanto dançava e sentia meu suor escorrendo pelo rosto, eu me via alienado de todas as minhas dores e frustrações daquela semana. Meu coração parecia não sentir nada, apesar de isso não ser bem a realidade. Quando o avião pousou no aeroporto, na quarta-feira anterior, olhei Maceió pela janela e orei: “eu volto, mas vou precisar de cuidados”. Foi como um comando dado, espiritualmente falando. Pude comprovar que Deus responde a orações.

Enquanto eu orava no templo, no começo de mais um shabbat, de cabeça baixa (e mais uma vez me lembrei de Ana. Minha dor era causada pela mesma frustração, que me remoeu por todas as semanas), o Espírito moveu o Paulinho Marrony a vir e orar por mim. Não existe diferença entre o Paulinho e a pastora Ezenete Rodrigues (hahaha). Fechei os olhos e comecei a orar no espírito, enquanto ele ministrava sobre a minha vida. Foi um momento maravilhoso, onde o Senhor me colocou “no carregador” outra vez. Acho que já fazia uma semana que eu clamava por um abraço verdadeiro. Foi o que Deus me deu ali, de presente. O Pai sempre sabe do que precisamos para continuar, e Ele é bondoso com seus filhos, em todo o tempo.

Como um todo, o fim de semana não foi fácil. Quando você começa a dar falta de coisas em sua vida, você começa a lembrar do tempo em que elas existiam (como eu senti falta de kurt e seus mimos! Chorei de saudade daqueles braços enormes que conseguiam dar uma volta EM MIM! Os bombons e as barbeiragens no trânsito… ). Pude conversar com algumas pessoas da Cruzada e até esboçar resolver alguns problemas no Alfa e Ômega (Que saudade de casa! Deus bem o sabe que é ali que me sinto assim, em casa.) Quando a dor vem, minha mente tem a tendência de caminhar até a primeira lembrança segura, e ficar lá até a chuva passar. Foi o que acabei fazendo.

Olhar para Jesus pode ser a solução para os problemas do mundo. Digo isso porque fazer tal coisa resolve todos os meus. No culto, pude adorar um pouco e verificar mais uma vez a minha vida e as entregas que fiz um dia. Todos os meus sonhos e vontades já foram entregues a Jesus há muito tempo. Ele tem total liberdade de trabalhar em mim já há muitos anos… Porque preciso sempre resmungar quando Ele decide fazer uma nova etapa em sua longa obra? Isso me lembra aquele trecho de Isaías que diz: “o vaso não pode perguntar nada ao oleiro”. Tudo o que eu tinha foi entregue, tudo o que eu sonhava, já perdi. Um dia, eu disse “sim” aos sonhos de Deus, e gostando ou não, são eles que me restam. Tenho percebido que este é um tempo em que tenho sido colocado de volta para encarar os votos que fiz, as convicções que tenho, as escolhas que fiz, as entregas de cada área da minha vida que realizei um dia. E eu espero, em Deus, ter força para continuar dizendo “Eis-me aqui”.

Quando cheguei em casa, tinha um texto em minha caixa de entrada de e-mail, enviado por alguém da nova equipe de servos líderes do Alfa aqui em Maceió. Gostaria de terminar colando-o aqui. Espero que você seja tão tocado como eu fui!

O Tempo da Escolha

— Ei, pastor! Deus aceita um homem pela metade como eu?

O pregador ficou momentaneamente em silêncio e respondeu:

— Veja bem, filho! Deus aceita um homem, pela metade, que se entregue por inteiro, mas não aceita um homem inteiro que se entregue pela metade.

Esta pequena ilustração até hoje chama minha atenção e me faz refletir sobre o nível de entrega que tenho apresentado a Deus.

Será que eu realmente estou disposto a me entregar por inteiro ao projeto dEle para a minha vida?

Será que abrir mão da minha vontade, do que me agrada e obedecer por completo ao querer do Senhor é o que estou disposto a fazer hoje?

O grande problema que enfrentamos, quando precisamos decidir entre nossa vontade e a de Deus, é que nem sempre confiamos o suficiente que Deus deseja nos entregar, de fato, o melhor.

É fácil dizer que Deus tem o melhor para nós, que Ele sabe o que faz, que a vontade do Senhor é prefeita etc.

Acreditar que isto é real não é tão doloroso assim, mas aplicá-la em nossa vida, realmente, é que é a grande questão sobre tudo isto, e entender esta vontade de Deus requer muito tratamento e quebrantamento.

Nem sempre nossos planos estão alinhados com os planos de Deus, e eu não creio que Ele faça por maldade, pelo contrário, eu sei que, muitas vezes quando estamos no auge da nossa própria vontade, os caminhos que pensamos serem caminhos de vida, na verdade, poderão frutificar em morte se Deus não intervir e mudar nossa rota.

É difícil deixar Deus arrancar algumas vontades que ficam enraizadas no nosso coração, projetos que nos dão a sensação de realização, poder e liberdade.

Mas eu tenho aprendido que a perfeita vontade de Deus jamais deixará alguém frustrado. Os planos dos homens podem fracassar, os projetos podem falhar, mas os caminhos do Senhor são eternos!

Quando submetemos nossos passos a Ele, em amor, nada pode dar errado. Esta entrega é conquistada através de um aprendizado constante, diário.

Algo que tenho ministrado a mim mesmo é que “o obedecer é melhor que o sacrificar”.

Eu sei que os frutos desta entrega virão. Posso sentir no meu espírito que o coração quebrantado e submisso é o que agrada a Deus, sei que a resposta está não no que eu planejo, mas no que Deus sonha para mim e por mim.

Por outro lado, não há melhor lugar para se estar do que no centro da vontade de Deus.

Experimentar esta realidade é a melhor escolha que alguém pode fazer. O Espírito Santo tem convidado, você e eu a vivenciarmos ainda hoje uma profunda intimidade com o Pai; e intimidade, neste caso, se traduz em amor.

É desta forma que aprendemos a ouvir Sua doce voz, amar a Deus, e desejar Sua vontade é o primeiro passo para alcançarmos uma vida de sucesso sem errar nas escolhas.

Lembre-se que Deus nos deseja por inteiro, sem reservas. Se for preciso tratar, Ele vai tratar; se for preciso quebrar e refazer, Ele o fará.
Quanto mais liberdade você e eu dermos a Deus para trabalhar em nossas vidas, mais rápido alcançaremos o melhor.

O Senhor, em toda Sua plenitude, lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Por Pablo Massolar

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