Feriados são assim sempre, como todo feriado. Interessante, né? Esse feriado que passou no dia 16 foi a data da emancipação política de Alagoas, depois de anos sendo província de Pernambuco. Desde criança, eu sempre gostei desse feriado, apesar de nunca entender bem o motivo. Hoje, não vi nem o cheiro do desfile cívico, mas digamos que fiz uma atividade bem alagoana.

No começo do dia, corri para a Igreja. Teríamos ensaio da galera do Ministério de Artes o dia inteiro. O congresso tá chegando e falta pouco, menos do que realmente imaginamos. Frente à toda avalanche de coisas que vão acontecendo, eu sempre escolho me afundar em trabalho, como se o trabalho fosse tudo em tudo o que acontece na vida. Por um tempo, a alternativa é boa, e no meu caso vai durar umas três semanas ainda. Compensa.

Como comentei no twitter, o ensaio foi cinematográfico. Muito bom estar ali e ainda dar uma mãozinha em uma coreografia para os queridos da dança. Gostei das músicas novas que o Tom inseriu ao repertório… Falei para as meninas do vocal que as canções tinham até sabor, um gosto cítrico e docinho. Chegamos à conclusão que elas eram refrescantes como limonada. É isso mesmo, limonada. Tudo é muito bonito enquanto se canta e dança. Como foi bonito ver aqueles jovens todos adorando às seis da tarde. Tomás me pediu para fazer uma oração, e eu o fiz junto com todo o pessoal, creio que cumpri bem a lista de motivos de oração que tínhamos hoje.

O Encontro Internacional de coros de Alagoas acontece sempre, a cada ano aqui em Maceió. Corais de várias partes do Brasil e até de outros Países vem se apresentar aqui. Hoje, pude conferir um pouco de música alagoana com alguns corais que apareceram lá no festival. Um grupo do Rio Grande do Norte tinha baixos de arrepiar os pelinhos do braço! (naquele momento me deu muita satisfação em ser um baixo… Os baixos, tão vibrantes e tocantes sempre são esquecidos nas rodas de canto popular, e até considerados inúteis num grupo vocal comum. Por isso amo coros) Tive a companhia maravilhosa da Val e do Dani, que me levaram até o Centro de Convenções. Muito bom.

Durante o tempo de adoração, fiquei refletindo em uma das letras que ministramos. Uma versão da canção “The Stand” do Hillsong United diz “Estarei com mãos levantadas para te louvar, pois Tu deste tudo a mim”. Jesus me deu tudo. Geralmente esquecemos dessa verdade, esquecemos que na vida verdadeira, na vida real, não nos falta nada. Todo aquele que é salvo recebeu tudo nas regiões celestiais, e sendo pastoreado pelo Senhor, não tem falta de nada. Tudo o que precisamos está na presença dEle mesmo, que sob promessa do próprio Jesus, estaria conosco para sempre.

Tenho descoberto que pecamos exatamente nessa falha de memória. Pelo fato de buscarmos em outras coisas, outras situações, outras pessoas, outros momentos, aquilo que achamos que temos falta, ignoramos a fonte de tudo em Deus e tudo aquilo que ignora a Deus se resume em pecado. Acaba que o pecado é mais simples em sua essência do que se imagina, e a razão é igualmente simples: o pecado é algo talhado em nossa natureza, por isso que como homem, é fácil demais para mim falar sobre pecado e sobre como eu posso pecar.

A mesma canção dizia que “antes que eu pecasse, pagaste o preço por mim”. Deus tinha feito provisão para estas situações de erro. Ele sabia do risco que era se relacionar com pessoas falhas. O Rei de toda a Terra se preocupou em fazer um caminho para que eu fosse acessível a Ele, e Ele a mim. Por essas pequenas razões tão repetidas, tão conhecidas nossas, é que eu digo que minha alma vai resistir e seguir em frente.

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