Como eu amo Recife! É um lugar que só me traz boas recordações, apesar de eu ter vivido muitos momentos ruins por ali. As pessoas, o clima da cidade. Acho que amaria Recife mesmo se ele fosse um lugar deserto. A saudade me toma pelo braço de tempos em tempos, e acabo indo parar lá. Faziam uns dois anos que não pisava em Pernambuco e é muito difícil que eu rejeite oportunidades de ir até ali. Lembro-me que da ocasião passada, este blog ainda não existia e eu tinha ido à gravação do Diante do Trono 11. Foi uma ocasião maravilhosa, onde, como de costume, Deus falou muito comigo. Na verdade, Deus sempre fala demais comigo quando eu estou em Recife.

Tudo começou em 2006, na primeira vez em que estive na capital pernambucana. Fui realizar um Projeto Missionário de um mês junto com a Cruzada Estudantil, o ministério do qual eu fazia parte. Ali, naquela cidade, Deus me ensinou muito sobre como as coisas realmente funcionavam. Foi um gigantesco encontro com Ele! O primeiro de muitos. Na primeira oportunidade que tive de conversar com Deus de um modo mais detalhado, Ele pôde me explicar de cara seus propósitos para a minha vida. Em Recife fui chamado para o ministério e fui chamado de “filho” por Deus pela primeira vez. Foram experiências muito boas que foram se acumulando a cada passagem minha ali. Quando veio a chance de ir a Recife mais uma vez, não relutei e disse: “eu quero ir”.

Como comentei no post passado, tenho comandado a equipe de mídia do Projeto Joel. Um fato interessante que tem acontecido, é que o Senhor tem me permitido liberar um pouco do que tenho recebido dEle no que diz respeito à confecção de arte digital com outros jovens pelo Brasil. Durante o tempo tão curto de contato e “discipulado”, tenho visto a qualidade dos trabalhos da minha galera aumentar poderosamente. Amanda estreou uma linda faixa para a convenção e o P.A me assusta a cada dia com uma arrancada no capricho das coisas que ele faz. Não é querendo dizer que operei milagres, mas nesse “Encontro das águas”, vejo a unção de Deus se manifestando e capacitando a quem está de coração aberto.

Foi assim dessa vez, quando encontrei Rodrigo e sua equipe em Recife. Interessante que o blog deles era tão primário que me chamava muito a atenção… Dava pra notar que era algo que eles queriam muito fazer e melhorar o serviço, ainda que tivessem poucas visitas e quase nenhum comentário nas caixas de comentário. Depois de receber alguns e-mails dele, quando eu disse “eu vou”, eu pensei “quero muito conversar com o Rodrigo lá, ver no que posso ajudar”.

Saí de Maceió para passar uma noite em Caruaru na casa dos Pastores da INSEJEC de lá. Foi um tempo rápido, porém bem precioso, antevendo os dias que viriam. Cheguei no Acampamento Paraíso à noite. O acampamento ficava a cerca de 20 minutos da Ilha de Itamaracá, o lugar onde Deus me chamou tão claramente há quatro anos atrás.  Fomos muito bem recebidos e tratados como reis todos os dias (claro que aproveitei para comer de tudo o que me ofereceram, haha)! Encontrei o Rodrigo no primeiro dia, e achei estranho o fato de não conseguir falar com ele. Depois descobri que ele estava tentando me abordar de algum modo. Eu não sei quem levantou um muro pra quem mas uma coisa é certa: seu nome é você e alguém com o seu nome pode “misteriosamente” se comportar como você.

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No dia seguinte, passamos a noite toda conversando sobre o ministério e os desafios dele. Pude compartilhar do que tenho vivido e apenas falei sobre minhas experiências com Deus enquanto trabalhava. Juntei o que poderia dar a ele que estava no meu pendrive que ganhei de Luciana em Brasília… Ainda não tinha organizado meu bibelô novo, então dei a ele o que podia ser passado adiante… Alguns modelos, videos, telões e vetores, além de uma cópia portátil do Photoshop. Me surpreendi ao abrir o mesmo blog que chamei de primário quando cheguei em casa: o trabalho já era outra coisa! Fiquei chocado e analisando minhas mãos por um instante: não é que eu tenho feito alguma diferença na vida de algumas pessoas? Deus seja glorificado, ainda quando Sua Força escorrega nos buracos das minhas fraquezas.

O acampamento em si foi muito bom, mas a voz de Deus se fez ouvir quando cheguei a essa conclusão. É realmente bom fazer o que se gosta e se ver na função para a qual você foi feito, aquela que só você pode assumir. Daquela noite em diante, cada minuto em Recife foi realizador, desde a tarde na piscina (encorajando o Rodrigo a entrar no lado fundo da água) antes de voltar para a Igreja onde participei de um culto maluco, com um bloco de carnaval saindo do lado de fora! Até mesmo a volta, acompanhado de um Pastor sonolento e mil perguntas na cabeça. Esse tipo de volta já está ficando rotineira pra mim, mas a cada retorno para casa, o sentimento que eu tive quando voltei a Maceió em 2006 só cresce.

Eu me lembro do meu Pastor na época (um missionário atuante, a propósito) me dizer que existe um período que devemos testar o chamado. É como alguém numa rede confortável sentir fome… Ele só vai se levantar dali se a fome estiver apertando MESMO! É necessário dar um pouco de “rede” a quem é chamado, e se a fome apertar, é porque é realmente fome e não vontade de comer. Tenho certeza absoluta que tenho, quatro anos depois, muito mais fome do que tinha antes. Porque o meu lugar realmente é nesses outros lugares que desconheço.

É interessante que, mesmo com tantas vozes dizendo o contrário, o vento de sonhos não pára de soprar…

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