https://i1.wp.com/img190.imageshack.us/img190/7083/ausente.jpg

“Se torne o tipo de vaso que Deus usaria para apresentar todo e qualquer tipo de presente aos Seus convidados, para os abençoar”. (2 Timóteo 2.21 – THE MESSAGE)

Estas semanas que antecederam o dia de hoje foram bem marcantes para mim. Fui muito ministrado por Deus numa série de acontecimentos que você poderia considerar corriqueiros. Meu pai resolveu pintar a casa. Na verdade ele tem trabalhado duro nisso desde o Carnaval. Eu não sei quanto a você, mas para mim, reformas na parte interna da casa sempre mexem muito comigo, pois acredito que elas sempre querem dizer alguma coisa. Especialmente na minha casa, que graças a Deus, não enfrenta problemas de estrutura. A reforma é decorativa, para deixar o ambiente mais bonito. O meu quarto foi deixado por último nisso, pelo fato de ser mais trabalhoso. Planejamos pintá-lo em tons de verde, algo diferente de toda a casa, e isso demandaria um pouco mais de trabalho.

Fui “expulso” do meu quarto. Todas as minhas coisas foram encaixotadas e jogadas pela sala, o quarto em si virou um barril de poeira e até o computador teve que sair de seu lugar costumeiro. Me senti tão atordoado com a falta de espaço aqui em casa que simplesmente saí de casa por uma semana, e fui “morar” na casa do meu Pastor, uma semana inteirinha.

Em certos momentos das nossas vidas, chegam a hora das reformas. Ajeitar tudo para ficar mais bonito, até porque a decoração ficou desgastada, a parede perdeu a cor ou ficou suja pelo uso contínuo… Enfim, pelo menos uma vez a cada dois anos deve-se pintar uma casa, não é verdade? O mesmo acontece em nosso interior: um dia, chega a hora da reforma, e o Dono da casa, o Senhor do Templo que somos em Cristo, chega para a reforma, para dar àquele ambiente um novo ar. Como o meu Pastor tem o costume de dizer: “tem que ficar feio primeiro para ficar bonito”… O Dono invade sua Casa Favorita, mexe nos móveis, lixa as paredes, suja tudo, e expulsa os habitantes.

Como eu falei no post anterior, geralmente não queremos deixar Deus trabalhar em paz. Achamos que entendemos de muita coisa na existência e dizemos: “ah, eu quero ser parte ativa nessa situação”, ou ainda usamos jargões que seriam bem justificados por nossos pastores, coisas do tipo: “eu preciso determinar o meu milagre, ele vai vir hoje em nome de Jesus”, “a iniciativa é minha, eu preciso ser parte no processo”. Nem sempre isso é aplicável e eu aprendi isso a duras penas. Chega uma hora em que você precisa se ausentar da sua própria vida para que Deus trabalhe nela. Deixar a soberania de Deus controlar e sentir toda a dor que for necessária, todo o sofrimento que for necessário, para contemplar o estado posterior à trabalhosa reforma.

Uma semana depois, voltei para casa alegre e cheio de saudade. O que encontrei? Meu quarto! Um novo quarto! Todo pintado em tons de verde, com uma linda cortina laranja, decoração colorida, uma nova arrumação que o deixa mais espaçoso, livros arrumados, alguns móveis em verde-limão… Um ambiente delicioso para se estar!

Como foi recompensador estar ausente por um tempo! Como valeu a pena sair de casa e deixar meu pai fazer o que ele quisesse. Ganhei um novo quarto e os dias tem sido deliciosos aqui em casa, olhando minha cor preferida de todos os lados. O Espírito Santo me tocou e pude ouvir claramente a Deus, como uma impressão espiritual: “se ausente da sua vida, e você vai ver como eu posso te surpreender.” O meu Pai celestial tem muito mais a fazer dentro de mim, e precisa que eu me ausente, que eu me anule de lugares dentro de mim onde eu insisti muito em estar. Fácil? Ninguém nunca disse que seria, não é? A cada dia os sofrimentos tem aumentado, o Oleiro tem trabalhado incansavelmente em seu torno com a argila do meu coração, mas tenho orado todos os dias: “eu não quero a forma desse mundo, nem a forma que eu quiser ter. Eu quero ter a forma de Jesus! Não olhe as minhas lágrimas, mas forma Cristo em mim, Senhor”.

Me determinei em fazer isso esse ano, que eu acredito ser decisivo para a minha vida inteira: vou me ausentar até de mim mesmo. Uma ausência simbólica será feita aqui no Blog, que ficará fechado por seis meses. Quando eu voltar, tenho certeza que vou contar sobre como tudo está mais bonito, dentro de mim. Afinal, faço questão de ser um vaso que o Pai queira usar para alegrar e abençoar seus convidados com os melhores presentes que Ele tiver. Não basta apenas ser moldado, mas a arte final deve ser algo excelente e louvável… Um vaso de honra! E repito: para chegar lá, eu preciso deixá-lo trabalhar sozinho.

Então, nos vemos em agosto!

Jeff

Anúncios