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“Deus disse a Jeremias: ‘Em pé! Vá até a casa do oleiro. Quando você chegar lá, eu vou dizer o que eu tenho a dizer’. Então, eu fui mesmo para a casa do ceramista, e como era de se esperar, ele estava ali, trabalhando a fio em seu torno de oleiro. Uma vez que o pote em suas mãos “desandou”, como normalmente acontece quando você está trabalhando com barro, o oleiro tomou o monte de barro e começou a fazer um novo vaso, do começo. Então, a Mensagem de Deus veio a mim: “Eu não posso fazer como esse oleiro faz, Israelitas?” Yahweh está falando: “vejam este oleiro. Do mesmo jeito que ele trabalha com seu barro, eu trabalho em vocês, Israel.” (Jeremias 18.1-6 THE MESSAGE)

Depois do fim do primeiro mês, Abril chegou e com ele seus desafios. Me lembro muito desse mês por algo que eu ouvi, uma voz estranha, me dizendo coisas que camuflavam ódio com verdade. Me lembro o quanto fui abalado com tudo aquilo. É interessante como hoje pude ouvir a mesma voz, a mesma mensagem, e como um filme, posso lembrar exatamente de Abril desse ano e tudo o que vivi nesse mês especial. Quando se passa por uma dificuldade, é fácil julgar, culpar o outro, pelo mal que venha a nos causar. Diferente e surpreendente, é ter a atitude de que se precisa olhar para dentro e ver o momento de dor como um tratamento de Deus. Foi isso o que comecei a aprender seis meses atrás, e hoje, acabo de verificar que não terminei ainda. Longe de me comparar ao exemplo de cristão que Paulo foi, mas isso me lembra uma certa situação…

“Por causa da extravagância dessas revelações (se não eu empinaria meu nariz), me foi dado o dom de uma desvantagem, para me manter em contato constante com minhas limitações. O mensageiro de Satanás fez o melhor para me derrubar. O que ele fez, de fato, foi me colocar de joelhos. Não havia mais nenhum perigo de andar de cabeça erguida, me sentindo alto e poderoso. No começo, eu nunca tinha pensado nisso como um dom, tanto é que pedi a Deus três vezes para removê-lo, mas ele respondeu: minha graça é o suficiente, é tudo o que você precisa. A minha força vem, ela mesma, através da sua fraqueza” (2 Coríntios 12.7-9 THE MESSAGE)

O espinho na carne é algo com o que muitos [con]vivem. Em dias como estes, eu não sei como alguém consegue esconder ou desvalorizar o tesouro do cristianismo que está na limitação, na dor, no sofrimento, na fraqueza. Jesus mesmo disse, resumindo, que “feliz é o que é infeliz” na era presente, pois no futuro, Deus mostraria quem realmente tinha sido feliz. Nesse meio tempo, encontrei o mensageiro de satanás que me esbofeteia sempre, como aconteceu hoje.  Talvez você tenha seu próprio espinho na carne. Quanto ao meu, aprendo hoje na experiência que muitas vezes, as pessoas podem ver o seu espinho como uma grande “bênção” ou como um grande “sonho de Deus”.

Paulo deixa claro que o espinho na carne é aquilo que molda seu caráter, que não permite que o orgulho invada seu coração e mantenha sua consciência de que ele precisa de Jesus para fazer qualquer coisa. Ouso me comparar com Paulo a esse ponto aí. Desde abril, tenho aprendido a depender de Jesus. Talvez soe chocante pra você, mas o termo “depender” de Deus não havia sido aprendido até então. Saber que sem Jesus eu não existo e sem Ele eu não consigo fazer nada, foi uma lição que ficou para hoje, depois de tantos anos andando com Ele. O espinho é um instrumento do próprio Oleiro, para terminar a obra que começou em nós.

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Viajei nessa época. Quero conservar um hábito de vez em quando… Viajar sempre no feriado de semana santa. Para onde? Lagoinha. Como é bom estar num lugar onde ninguém te conhece e seu nome não significa muita coisa. Encontrei gente querida por ali, como o Heitor e meu inseparável companheiro de aventuras solitárias, o Ricardinho Régener (meu amigo, como foram bons aqueles dias de refletirmos tanto sobre nossa vida e sobre nosso ministério! Obrigado pelo ouvido constante! Te receber aqui de volta no fim de abril também foi sensacional. Deus o sabe o quanto eu precisava daquele refrigério daqueles dias. Amo você!). Quando, ainda em Janeiro, soube do tema do Congresso do Diante do Trono, me decidi: “eu tenho que ir!” Nada me descrevia melhor do que “nas mãos do oleiro” naquela época (até hoje!). Fui e ali chorei como nunca, adorei como nunca, prestei atenção como nunca, corri e ri como nunca. Gente, como faz diferença estar num culto no qual você gosta de TODAS as músicas que vão rolar! (hahahha) Cada mensagem foi abençoadora, e aprendi uma canção que precisaria cantar nos dias seguintes, quando voltasse para Maceió.

Em dias em que o espinho dói muito, a melhor coisa que existe é mesmo olhar para dentro de si mesmo e enxergar o trabalho de Deus. Quantas vezes não conseguimos enxergar a dor como sendo um dom, um cuidado, um carinho de Deus a respeito de algo? Veja suas dores hoje, veja se vale a pena mesmo que todas elas vão embora… Será que nenhuma delas ensina? Nenhuma delas corrige? Nenhuma delas te melhora? Em dias como o de hoje, eu posso sentir muita dor, mas mesmo assim eu sou grato! O tratamento doloroso significa que o Oleiro ainda não desistiu de mim e enquanto isso, um som nunca poderá ser arrancado dos meus lábios. Todos os dias, escolherei cantar: Aleluia!

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