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No mês seguinte, eu me lembro da trilha sonora. Sabe quando você faz coisas anestesiado e puramente anestesiado? Várias vezes cumpri minhas atividades semanais como ir à célula ou ministrar louvor sem ter muita noção do que estava fazendo, como se outra pessoa fizesse no meu lugar. Um dos fatos importantes pra mim em Maio foi que o CD novo do MercyMe finalmente tinha saído, e como sempre, nas notas deles, uma mensagem do Pai escondida… Só pra mim. Separei a mesma mensagem e a coloquei aqui. Quem sabe algum dos meus visitantes não precisa ouvir essas palavras?

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“Deus disse a Jeremias: ‘Em pé! Vá até a casa do oleiro. Quando você chegar lá, eu vou dizer o que eu tenho a dizer’. Então, eu fui mesmo para a casa do ceramista, e como era de se esperar, ele estava ali, trabalhando a fio em seu torno de oleiro. Uma vez que o pote em suas mãos “desandou”, como normalmente acontece quando você está trabalhando com barro, o oleiro tomou o monte de barro e começou a fazer um novo vaso, do começo. Então, a Mensagem de Deus veio a mim: “Eu não posso fazer como esse oleiro faz, Israelitas?” Yahweh está falando: “vejam este oleiro. Do mesmo jeito que ele trabalha com seu barro, eu trabalho em vocês, Israel.” (Jeremias 18.1-6 THE MESSAGE)

Depois do fim do primeiro mês, Abril chegou e com ele seus desafios. Me lembro muito desse mês por algo que eu ouvi, uma voz estranha, me dizendo coisas que camuflavam ódio com verdade. Me lembro o quanto fui abalado com tudo aquilo. É interessante como hoje pude ouvir a mesma voz, a mesma mensagem, e como um filme, posso lembrar exatamente de Abril desse ano e tudo o que vivi nesse mês especial. Quando se passa por uma dificuldade, é fácil julgar, culpar o outro, pelo mal que venha a nos causar. Diferente e surpreendente, é ter a atitude de que se precisa olhar para dentro e ver o momento de dor como um tratamento de Deus. Foi isso o que comecei a aprender seis meses atrás, e hoje, acabo de verificar que não terminei ainda. Longe de me comparar ao exemplo de cristão que Paulo foi, mas isso me lembra uma certa situação…

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“O caminho do justo é como a aurora. Vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito” (Provérbios 4.18)

Seis meses. Sabiam que eu achava que esse tempo nunca acabaria? Sentado aqui, escrevendo o post de retorno do blog, não sei nem o que dizer frente a tanta coisa que veio acontecendo nesses seis meses que se passaram. Eu me atrevo a dizer que 2010 foi um dos anos mais difíceis da minha vida até hoje, sem dúvida o ano com menos diversão e com mais crescimento. Desde bem novo tenho aprendido que cada dor é catalisadora do sofrimento e do aprendizado. Posso dizer que aprendi muitas, muitas coisas.

Uma das coisas que aprendi foi algo que eu já julgava saber, mas nunca tinha vivido uma experiência palpável com isso. Gostaria de compartilhar sobre isso aqui…

Algum dia você já se achou pronto? Ou já achou que algum dia estaria definitivamente pronto? Quando você sonha, como você se vê nos seus sonhos? Com o caráter formado? Sendo uma cópia fiel de Jesus? Cheio de dons, graça e verdade? Transbordando humildade e simplicidade? Eu sou um cara muito sonhador e assim como você, também sonho que o Jeff que tocará os sonhos de Deus será perfeito. Nesse tempo, me convenci de que isso não vai acontecer.

Muitas vezes a gente pensa que está pronto demais, principalmente depois de vitórias. Depois de um longo jejum de seis meses, eu poderia me considerar forte o suficiente para enfrentar as maiores batalhas, mas não é assim que termino esse tempo. Na verdade, esse pensamento de nos sentirmos qualificados demais, tem lá sua razão, mas corta uma das nossas principais raízes: a dependência de Deus. Nas noites solitárias dos últimos meses, aprendi que sem Ele, eu não sou nada, e nunca estarei pronto para fazer coisa alguma. A obra vai até o dia de Cristo Jesus e até lá, o Oleiro apenas me garante com sua fidelidade: “eu terminarei” (Fp 1.6)

Nesse meio tempo, também vi muitas pessoas que criam auroras pessoais, colocando holofotes sobre si. Infelizmente, não é desse tipo de justiça que a Bíblia fala. Na verdade, a Bíblia sempre vai se opor aos valores do mundo, por isso os ignoro até mesmo quando os vejo dentro das Igrejas. Os perfeitos podem me desculpar, mas Jesus prometeu o Reino ao que nada é, ao defeituoso, ao coxo, ao pobre… Ao dependente. O caminho da Justiça não é um caminho de plena luz, mas de luz crescente, contínua, que vai aumentando, aumentando com o passar do tempo, até amanhecer.

Você não se considera pronto? Você pensa estar imperfeito? Incompleto? Você olha para a sua vida hoje e tudo o que pode ver é uma noite escura na sua vida sentimental, escuridão em seu caráter, em seu ministério. Se isso te consola, eu quero te dizer que eu também não amanheci completamente… Ainda falta muito para que o sol venha a aquecer tudo dentro de mim, e eu acredito que quando esse dia chegar, eu não estarei mais na Olaria dos dias, mas serei um vaso pronto, escolhido para estar na prateleira do Senhor, decorando o Seu Lar, e fazendo apenas isso. Enquanto isso meu caminho amanhece, e como diz a THE MESSAGE, minha oração é o quanto mais viver, muito mas brilhar.

A esperança é um dos valores que Ele plantou em meu coração desde sempre. Vivi toda a minha vida aprendendo a esperar, esperando pelo grande dia em que o meu caminho brilhará como a manhã amarelada, e serei apenas luz, junto com Ele. Enquanto esse dia não chega, dependo apenas dEle mesmo para prosseguir vivendo cada dia.

***

Vocês devem querer saber o que aconteceu nesses seis meses, então começo aqui a série “seis meses em seis dias”. Vocês vão acompanhar junto comigo cada fato, cada momento desses seis meses, tudo o que eu vivi e tudo o que eu apenas ouvi falar a respeito. Voltem aqui essa semana que temos muita conversa para colocar em dia, não é?

Ausente…

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“Se torne o tipo de vaso que Deus usaria para apresentar todo e qualquer tipo de presente aos Seus convidados, para os abençoar”. (2 Timóteo 2.21 – THE MESSAGE)

Estas semanas que antecederam o dia de hoje foram bem marcantes para mim. Fui muito ministrado por Deus numa série de acontecimentos que você poderia considerar corriqueiros. Meu pai resolveu pintar a casa. Na verdade ele tem trabalhado duro nisso desde o Carnaval. Eu não sei quanto a você, mas para mim, reformas na parte interna da casa sempre mexem muito comigo, pois acredito que elas sempre querem dizer alguma coisa. Especialmente na minha casa, que graças a Deus, não enfrenta problemas de estrutura. A reforma é decorativa, para deixar o ambiente mais bonito. O meu quarto foi deixado por último nisso, pelo fato de ser mais trabalhoso. Planejamos pintá-lo em tons de verde, algo diferente de toda a casa, e isso demandaria um pouco mais de trabalho.

Fui “expulso” do meu quarto. Todas as minhas coisas foram encaixotadas e jogadas pela sala, o quarto em si virou um barril de poeira e até o computador teve que sair de seu lugar costumeiro. Me senti tão atordoado com a falta de espaço aqui em casa que simplesmente saí de casa por uma semana, e fui “morar” na casa do meu Pastor, uma semana inteirinha.

Em certos momentos das nossas vidas, chegam a hora das reformas. Ajeitar tudo para ficar mais bonito, até porque a decoração ficou desgastada, a parede perdeu a cor ou ficou suja pelo uso contínuo… Enfim, pelo menos uma vez a cada dois anos deve-se pintar uma casa, não é verdade? O mesmo acontece em nosso interior: um dia, chega a hora da reforma, e o Dono da casa, o Senhor do Templo que somos em Cristo, chega para a reforma, para dar àquele ambiente um novo ar. Como o meu Pastor tem o costume de dizer: “tem que ficar feio primeiro para ficar bonito”… O Dono invade sua Casa Favorita, mexe nos móveis, lixa as paredes, suja tudo, e expulsa os habitantes.

Como eu falei no post anterior, geralmente não queremos deixar Deus trabalhar em paz. Achamos que entendemos de muita coisa na existência e dizemos: “ah, eu quero ser parte ativa nessa situação”, ou ainda usamos jargões que seriam bem justificados por nossos pastores, coisas do tipo: “eu preciso determinar o meu milagre, ele vai vir hoje em nome de Jesus”, “a iniciativa é minha, eu preciso ser parte no processo”. Nem sempre isso é aplicável e eu aprendi isso a duras penas. Chega uma hora em que você precisa se ausentar da sua própria vida para que Deus trabalhe nela. Deixar a soberania de Deus controlar e sentir toda a dor que for necessária, todo o sofrimento que for necessário, para contemplar o estado posterior à trabalhosa reforma.

Uma semana depois, voltei para casa alegre e cheio de saudade. O que encontrei? Meu quarto! Um novo quarto! Todo pintado em tons de verde, com uma linda cortina laranja, decoração colorida, uma nova arrumação que o deixa mais espaçoso, livros arrumados, alguns móveis em verde-limão… Um ambiente delicioso para se estar!

Como foi recompensador estar ausente por um tempo! Como valeu a pena sair de casa e deixar meu pai fazer o que ele quisesse. Ganhei um novo quarto e os dias tem sido deliciosos aqui em casa, olhando minha cor preferida de todos os lados. O Espírito Santo me tocou e pude ouvir claramente a Deus, como uma impressão espiritual: “se ausente da sua vida, e você vai ver como eu posso te surpreender.” O meu Pai celestial tem muito mais a fazer dentro de mim, e precisa que eu me ausente, que eu me anule de lugares dentro de mim onde eu insisti muito em estar. Fácil? Ninguém nunca disse que seria, não é? A cada dia os sofrimentos tem aumentado, o Oleiro tem trabalhado incansavelmente em seu torno com a argila do meu coração, mas tenho orado todos os dias: “eu não quero a forma desse mundo, nem a forma que eu quiser ter. Eu quero ter a forma de Jesus! Não olhe as minhas lágrimas, mas forma Cristo em mim, Senhor”.

Me determinei em fazer isso esse ano, que eu acredito ser decisivo para a minha vida inteira: vou me ausentar até de mim mesmo. Uma ausência simbólica será feita aqui no Blog, que ficará fechado por seis meses. Quando eu voltar, tenho certeza que vou contar sobre como tudo está mais bonito, dentro de mim. Afinal, faço questão de ser um vaso que o Pai queira usar para alegrar e abençoar seus convidados com os melhores presentes que Ele tiver. Não basta apenas ser moldado, mas a arte final deve ser algo excelente e louvável… Um vaso de honra! E repito: para chegar lá, eu preciso deixá-lo trabalhar sozinho.

Então, nos vemos em agosto!

Jeff

Dispõe-te!

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“Palavra de Yahweh que veio à Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz Yahweh; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” (Jeremias 18.6)

Essas palavras tem ecoado em meu coração a um tempo… Dispõe-te. Eu não sei bem quanto a você, mas eu sou cristão há um tempo. Quando se está sob a proteção de Jesus há muito tempo, você encontra realmente um lugar de segurança. O grande problema é quando esse lugar de segurança se torna uma zona de conforto, um lugar onde podemos deitar e parar, achando que não precisamos de mais nada. O relacionamento de Deus com alguém é prático. É prático e é dinâmico também… Para que tenhamos mais de Deus, muitas vezes, precisamos sair do lugar onde estamos e nos aventurar no desconhecido, no novo de Deus.

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Recife…

Como eu amo Recife! É um lugar que só me traz boas recordações, apesar de eu ter vivido muitos momentos ruins por ali. As pessoas, o clima da cidade. Acho que amaria Recife mesmo se ele fosse um lugar deserto. A saudade me toma pelo braço de tempos em tempos, e acabo indo parar lá. Faziam uns dois anos que não pisava em Pernambuco e é muito difícil que eu rejeite oportunidades de ir até ali. Lembro-me que da ocasião passada, este blog ainda não existia e eu tinha ido à gravação do Diante do Trono 11. Foi uma ocasião maravilhosa, onde, como de costume, Deus falou muito comigo. Na verdade, Deus sempre fala demais comigo quando eu estou em Recife.

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Atualizando você!

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Na realidade, desde setembro que não atualizo meu blog pessoal direito. Razão única: falta de tempo. Mais ou menos nessa época me mudei para o Blog do Projeto Joel 2 e toda a minha atenção era voltada a ele. Não que a atenção tenha diminuído, mas decidi parar um tempinho para contar aqui um pouco de como foram os últimos meses no meu ponto de vista, sem interferências externas. Ter estado em Brasília durante o mês de Janeiro foi muito bom, uma experiência única. Passar tantos dias fora de casa com um trabalho tão intenso quanto um Congresso Internacional de Jovens pode causar sérias consequências à mente de qualquer pessoa.

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